quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Sou eu

"Just take a breath and softly say  good bye"
Breaking Benjamin

Não é tão fácil seguir em frente, quando se é atormentado pelos erros do passado, como se houvesse outra opção, não importa com quantos problemas estamos tendo que lidar ao mesmo tempo, só temos que dar um jeito,  o mundo não vai parar até que consigamos ajeitar as coisas. Tudo tem o seu devido lugar, a vida me ensinou isso, e  talvez o meu seja  para sempre naquele canto, o mesmo de sempre, foram tantos anos e hoje, parece que nada mudou.
Ainda sou o mesmo, aquele que um dia sonhou em ser algo grandioso, o sonho talvez ainda exista... Mas agora ambos os pés presos no chão, me impedem de voar.  É,  parece que nossa existência é  mesmo uma caixinha de surpresas, eu tenho tantos amigos e colegas, tantos, e constantemente me pego falando sozinho. Escrevendo besteiras que para ninguém mais faz sentido, mas é preciso, é  isso que sou, um conto interminável, que ninguém quer ler, apenas uma história, que ninguém gostaria de escrever, um segredo que ninguém quer contar.
Cicatrizes novas e decepções eu coleciono a cada dia, o coração dói, mas sei que esta dor é  culpa minha, dentro de mim existe o bem, mas sempre faço a escolha errada, não são os deuses para os quais eu oro que me traem, sou eu. Sou mal, e por mais que tente fazer o bem, minha essência é  má, Atena, daí me forças pra continuar.
É  tão difícil trilhar o caminho das pedras sozinho, pés descalços sob a chuva, e contra mim vem o vento frio, é  inverno? Eu já nem sei mais,  tanto faz. As escolhas foram feitas, rolem os dados, lancem a sorte, vamos ver no que vai dar. A vida tem me derrotado a cada dia, e segundo após segundo penso em desistir, "o caminho dos fracos" eles dizem, mas quem são eles para me julgar? Acaso são eles que deixam seu sangue em meus espinhos? Ou são eles que pisam nestas pedras e congelam neste frio?
Sou eu, sou mal e tão humano quanto qualquer outro,  assumindo erros e perdas, tentando sempre melhorar. Tudo em vão, não são os outros, não são os deuses, sou eu.
Os poetas andam de mãos dadas com a dor, perseguindo insistentemente o por-do-sol, e eu não sou exceção. Mas isso não passa de um jogo, eu sei,  um jogo que não deveríamos jogar.
Não se deveria jogar valendo a vida ou a felicidade, nem envolvendo sentimentos, mas entrei no jogo, e agora, neste momento, sinto que estou perdendo.

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