Parece obra do destino,
História mal escrita,
Uma conspiração ilícita do universo,
Resta saber o que o universo tem contra mim,
e mais uma vez acabo sozinho em meu quarto,
A minha Fortaleza da solidão,
Com lágrimas nos olhos,
e um copo de bebida forte nas mãos,
Do lado de cá do meu mundo,
Por trás de todos os meus falsos sorrisos,
O lado sombrio de tudo o que há,
Até o vento sopra diferente,
É como viver no crepúsculo,
O crepúsculo que antecede a morte!
Um gole a mais, isso ainda vai me matar,
Mas de que isso importa?
A indiferença é o pior veneno que pode existir,
Tomo uma dose no café de manhã,
De todos os dias,
Por que morto, é como eu gostaria de estar.
E ainda assim, digo que tudo está bem,
Uma mentira que repito a todos,
Inclusive para mim,
Afinal de minha dor, ninguém precisa saber
Aprendi que viver...
Se resume a tentar em vão,
Esquecer do que passou,
E seguir em frente, como as águas de um tenebroso rio,
E não como as ondas do mar,
Que sempre tornam ao mesmo lugar,
E no entanto, estou mais para onda que para rio,
Foram tantos planos e aqui estou eu,
Sem saber em que direção caminhar,
Sem saber como continuar,
Concluo então, que a solidão me cai bem,
Isso contribui para o fim,
Mas o que é o fim?
Se não mais uma oportunidade de recomeço?
As cicatrizes que se escondem em baixo desta pele tatuada,
Tem histórias a contar,
Histórias que ninguém deseja ouvir,
A solidão chegou em setembro,
2016 era o ano, lembro como se fosse ontem,
E nunca mais se foi,
O tempo passou...
Não consegui seguir
Preciso de tempo,
Mais tempo...
Mas que tempo há para mim?
...
sábado, 15 de abril de 2017
Setembro, 2016
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