domingo, 1 de janeiro de 2017

Folhas brancas, palavras vazias

Hoje as folhas voltaram a cair,
Secas e pesadas como pedras,
Sobre meu coração, despedaçado
Em mil pedaços espalhados pelo chão.

Quais serão as angústias que me aguardam?
Quisera eu saber, Quisera eu voltar o tempo
E viver tudo que foi bom, de novo
Quisera eu a felicidade, que por entre os dedos... Me escapou.

É tudo um jogo, de muito mal gosto
O tempo, o mundo, o tudo
Nada sei do amanhã, o ontem já passou
E agora me perco, sem direção, tão pouco vontade.

O cansaço me dominou, e da vida?
Nada quero, nada espero, apenas vivo.
Não recomendo.
Qual o tempo necessário, passado presente ou futuro; confuso

Viajo por entre palavras, sem saber a pronúncia,
É um devaneio novo, nada demais,
Vinde a mim morte querida, Vinde sem demora
Ontem passou, agora perdido estou, e sobre o amanhã? Quem conhece?

É tanta raiva dentro de mim,
Há tanto ódio éxplodindo pelas minhas veias,
Tantas folhas secas, pesadas, e embaixo? 
Pobre coração, dilacerado, mil pedaços

Sem salvação.

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