-Desculpa, eu precisava ficar sozinho.
-Mas você já estava sozinho.
-Sim mas no seu mundo, eu precisava do meu mundo. Seu mundo é muito cheio, cheio de gente vazia, disso eu tenho fobia, me desculpe, eu realmente precisava ficar sozinho.
E foi assim mais uma vez, saiu em meio a multidão, sumiu sem destino, procurando um caminhos que chegasse a algum lugar, todos os caminhos levam a algum lugar, mas nem todo lugar é bom para estar. Headfone no último volume, e ainda assim ouvia o som da multidão, cada qual em um mundo particular, insignificante em sua essência, tanta gente, mas tanta gente vazia! Balbuciando em bando, e ele em sua alcatéia de um lobo só.
Sentou - se no banco da praça, e ficou a esperar pela serena luz do luar, paz para a mente ou liberdade para a alma? Escolha um tanto quanto difícil tenho de admitir, o que é a morte? Dela nada conhecemos, seria um sopro, somente um momento e então, a solidão de uma cova rasa, uma lápide mal cuidada, de que importa? Quando tal dia chegar querida morte, não tarde espero eu, venha com sei vestido longo e seu riso mórbido, traga também a foice e alguns demônios, eu insisto, sei bem para onde vou, e vou em paz. Tanta gente, tantas pessoas vazias, e eu cheio, mas cheio de angústias, perguntas, e está maldita fobia. Um dia eu quis fazer parte deste mundo, isso foi a muito tempo atrás, tanto tempo que quase não me lembro mais. Morte querida, eu sei que sempre esteve lá, me observando, me estudando, mas nunca para me levar. Esta tudo errado e ninguém percebeu, morte querida, tudo seria diferente se toda esta gente abrisse seus olhos, a vida é uma leve brisa, que logo se acaba, e daqui?Nunca levamos nada.
Morte seria prosa ou poesia? Uma leve pitada de agonia, um tempero a mais, a velha fobia, morte querida, que capa linda está em suas costas, tuas vestes negras fazer parte da história, com esta mesma roupa foi buscar Shakespeare? O maior poeta de todos, por tal pessoa tenho profunda admiração, boca calada e mente turbulenta, pouco a dizer é muito a ensinar, morte querida, não tarde em me buscar.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Fobia de gente
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