terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Esquecer.

Tanto tempo já passou e eu ainda não esqueci, eu apenas parei de pensar, ocupei a mente com outras coisas, e na maior parte das vezes a dor vira poesia. E continuo a guardar minha dor no bolso, esta dor de não ser tudo o que você sonhou, tudo o que você precisou, sinto muito por não ter sido tudo para ti. Foi então que tive que assumir minha posição, e já que não pude ser tudo, decidi não ser nada. Eu mudei meus horários, meus contatos e amigos, para estar longe de ti,e ocupado demais para pensar nisso, e somente assim pude voltar a sorrir, mesmo risos tímidos e falsos, tão falso quanto o brilho destas estrelas, estrelas que mentem para mim, um brilho morto... tão morto como os meus sonhos.
Mas sonhos são como plantas, elas crescem novamente, corta - se um galho aqui, outro cresce ali, assim são os sonhos, e tais sonhos ainda vivem em mim. Como diz a canção 'enquanto não desistimos de viver, não podemos deixar de sonhar' a vida tem que continuar, e eu vou continuar, vou sobreviver. Nos dias mais nublados, o sol continua a brilhar, sempre, a suave brisa bate em seu rosto, cortando como o vento frio do inverno, e ainda estou juntando os mil cacos quebrados do meu coração, se fosse qualquer outra coisa, cola resolveria, mas com o coração é diferente. E o único remedio que conheço é o tempo, o tempo corre contra mim, o tempo é meu inimigo, e o tempo... Sempre vence

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