Precisou de algum tempo
Muito tempo na realidade
Até que conseguisse entender
Que somos mutantes, como vento
Que hora sopra aqui, e outra acolá
Hoje brisa de verão
E de repente, tempestade sem razão
O vento, que pode refrescar tua alma
Sendo então um alento, um acalento, um recanto
E outra hora como o gelo
Vento gelado a cortar teu rosto,
Rachar teus lábios, gelo
Este sou eu
Vento de tempestades
Gelado como inverno
Suave como brisa de verão
Mil fases, mil personalidades
Louco e insano
Quase sempre dono da razão
Eu sou como o vento, que sopra independente de sua opinião
Eu sou o vento, e me vou sem destino
Me entrego sem preço
Mudo de direção, mudo sem razão
Eu sou o vento,
E meu destino é solidão.
quinta-feira, 2 de março de 2017
O vento e a solidão
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário