Caneta, papel e um gosto peculiar por palavras tristes. Palhetas, notas mal tocadas em um violão e as mesmas músicas... trilha sonora da minha solidão. O frio chegou, e com ele a saudade do Abraço, do Beijo, do afago e também do medo, dos dias, das noites, da solidão e do destino.
A estrada a frente desemboca no vazio, e um pequeno abismo sem fim, um inferno particular, uma pequena grande cicatriz. É o nada e o tudo.
É tudo ou nada, tão perto do fim, resta saber o fim de quê? O que é o fim para mim, o que é o fim para você? Os segundos passaram lentamente, minutos, horas... Logo se foram dias e meses, o amor então, se tornou ódio dentro de mim.
Era uma linha muito tênue que os separava dentro de mim, uma dor latente, uma dor sem fim, o que é o fim se não uma chance de um novo começo? Outra linha tênue, outro limite, uma barreira a ser quebrada, e assim eu ressurjo das cinzas, e mais uma vez me reinvento.
Da dor saio mais forte, e destas ruínas reerguerei meu castelo, da cicatriz se faz a história, e por fim, da história um homem melhor se faz. Andar de mãos dadas, lado a lado com a dor, novamente, "story of my life".
Um lugar vazio, onde as pessoas vêem, fazem suas festas e se vão no outro dia, resta a mim limpar a bagunça, organizar e reconstruir, desde sempre foi assim, é quem sabe, será até o fim.
sábado, 18 de março de 2017
Story of my life
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