domingo, 2 de outubro de 2016

Poema inacabado


Aviso: "estas próximas palavras são uma mistura de minha dor, meu sangue, minha agonia e minhas lágrimas,  então caso não se importe, ou caso não tenha sentimentos, não perca seu tempo, não mais leia"

Em suma, tudo tem início, meio e fim, é o que dizem
É claro que não seria diferente para nós,
Quero dizer, para mim, que diferença faz? Não lembro mais.
Eu sei, é não penso ser o único a saber, como é...
Andar em meio a multidão, ter amigos, e ainda assim;
Estar só
Passei muito tempo, ou foi o tempo que passou, eu não sei
E dia após dia tenho adiado o fim, como antes, mas diferente desta vez.
Eu tenho estado tão cansado, que agora...
Meus pensamentos se alinharam, culminaram em desistir
Aceitem como quiser, mas aceitem que;
Hora ou outra, todos temos que partir.
Meus melhores heróis morreram de overdose,
E agora penso, por que não?  Why not?
O que dizer? Se lembranças eu levo aos milhões,
Você tocou mais que meu violão, mais que uma melodia,
Marcou, e envenenou meu coração.
Eu quero um veneno qualquer, que mate rápido,
E um copo de café, bem quente por favor,
Entendam, eu tenho que partir
E nem ao menos sei para onde vou, ou seja;
Nem tente me seguir,
Valhala talvez, quem sabe Arcádia,  lar dos poetas mortos...
Ou o submundo, o lugar pouco importa,
Só não posso mais permanecer aqui.
Morte, venha logo, vestida de preto, como deve ser,
Uma noite sem luar, nem estrelas a iluminar,
Bem sabes que lhe espero, desde a tenra adolescência, e,
Particularmente, nunca gostei de esperar,
Então venha logo, please, e um imploro,
Perdoe o sangue, as lágrimas,  estou tão cansado,
O mundo não parou, para mim.
Eu lutei demais, e me importei demais, por coisas demais, por tempo demais
E hoje, já nem sei mais,
Como Shakespeare diria, "não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam"
e assim eu sou,
Um poema inacabado, ninguém quer saber,
Entre milhões, ninguém se importa,
Eu sei, é mais fácil ignorar,
Tenho que ir, vou partir logo,
Cansei de esperar

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