Sai agora ver o céu do inverno, tudo limpo e aquele azul escuro lindo cheio de pontos brilhantes, mas eu queria mesmo ver a lua, que por sua vez tinha sua beleza escondida em meio as arvores de frente em minha casa. Acendi um cigarro e me pus a pensar na imensidão do universo e em tudo que existe lá, alguém poderia estar se questionando se existe vida inteligente além de todas aquelas estrelas de brilho morto, será que existe mais vida em todo este universo morto, ou há vida em tudo, e somente não há vida no meu universo morto?
Uma estrela cadente passou por ali, me pergunto se era realmente uma estrela ou apenas lixo espacial, ou se tudo neste espaço é lixo, ou o único lixo sou eu, eu realmente estou muito cansado de pensar. Eu tenho um diário negro onde escrevo meus segredos mais ocultos, e lá estão os planos das minhas mil ideias de tentativas de suicídio, mas como suicidar? Nem isso é permitido nesta sociedade de merda em que vivemos, onde a meritocracia reina soberana, mas meritocracia de quem? De quem sempre teve tudo? Eu aprendi o que é nunca ter nada, e do nada construir um forte, ou ao menos tentar.
Hoje meu forte é meu quarto, mas nem chave eu tenho para me trancar, então eu me tranco dentro de mim mesmo, e finjo que sempre esta tudo bem já diz a musica "se me olho no rosto vai ver as tristes marcas de um sorriso" e quantos sorrisos por ai são tristes, me pergunto toda vez que alguém me responde: "estou bem" tomara que realmente esteja, de doente já basta o mundo.

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