quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"Estou bem"

-Olá, tudo bem? Diga - me, como você está?
A pergunta ecoa dentro de nossas cabeças por certo tempo, não é verdade? São tantas dúvidas,  onde antes tínhamos certezas, e hoje a única certeza, é que um dia tudo acabará, mas um meio minuto, e responderei:
-"tô bem"
Mas e quem sabe o que esconde este "tô bem"? Quem sabe em quantos pedaços seu coração foi partido, e quantas facas há fincadas em suas costas? Mas você continua falando que "tá bem" afinal, de suas verdades e suas dores, ninguém precisa saber.
E mente para si mesmo a cada dia, dizendo quê, se as coisas não estão tão bem assim, logo vão ficar, o mundo vai girando, e vai colocando as coisas no lugar. Mente para si mesmo, para manter a esperança viva, não é mesmo? Eu vou te falar, que eu sei como é. Eu sinto está dor, talvez não a mesma, mas tenho as mesmas facadas nas costas, e também carrego no peito, um coração dilacerado, e um corte aberto, que não cicatriza, e cada dia mais... dói, mas ninguém vê, e ninguém vai saber.
Todos os dias, antes de sair de casa, visto - me do meu melhor sorriso, Levo comigo minha melhor máscara, é apenas mais um dia, um dia que "tô bem", vou seguindo meu caminho sozinho, sou uma ilha, em meio a tantas outras, sem conexões  com outros mundos. Tenho um mundo só meu, nele há uma fortaleza, um muro forte, nada nem ninguém pode derrubar.
E antes de dormir, penso se venci, ou fui vencido, faço planos novamente, e no outro dia juro a mim mesmo, que vou vencer,  e um dia vou... Eu sei. Vou caminhar.
Procuro alguém, em outra ilha, que caminhe ao meu lado, haverá alguém?  Alguém que assim como eu, também "tá bem"? E juntos ficaremos bem. Quem sabe, vai dar certo, é claro que vai, as estrelas me contaram, e a lua me segredou, que tenho direito a vencer, a vitória é minha, é nossa, basta querer.
Então me de sua mão, vamos caminhar. Fazer do passado um rascunho, e um mapa para o futuro,  guardar os melhores sorrisos, dos momentos que se foram.
Me dê sua mão, vamos caminhar, não posso arrumar meu passado, nem o teu, mas podemos comprar, construir, e escrever um novo amanhã,  me dê sua ilha, sua mão,  venha comigo... Vamos caminhar. Recomecar.

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