Hoje eu acordei, em meio a gritos de minha mente doentia, parte dela gritava; pare e desista, contra gritos de vamos seguir em frente, egos opostos dois lados meus, razão e emoção dublando, cérebro e coração em guerra, e gritei, com os lábios fechados pela dor, pedi silêncio. Eu preciso do silêncio.
Mas minha mente tão turbulenta já não me ouve mais, e meu coração cego pela dor, só pensa em parar, eu estou perdido em meio ao caos, é só uma crise e vai passar, tudo passa quando morremos, não é mesmo?
Levantei contra minha vontade, pôs a vontade era dormir pra sempre, vesti o jeans surrado de sempre, e a camisa negra como minha alma, sinal de luto... Há uma parte de minha que morre cada vez mais, dia após dia, e o corpo insiste em continuar.
As cicatrizes são profundas, debaixo destas vestes negras, ninguém deveria sofrer assim, é sofro em silêncio, já não penso em reagir. Guardo minha dor a sete chaves, mas uma hora ou outra isso vai explodir, não quero estar lá quando acontecer, por que quando acontecer, tenho certeza que será o fim.
Há quem diga ser o fim um novo começo, besteira, mentiras que contam pra mim, ainda há aqui esperança, a última a morrer, mas no final todas as coisas morrem, esta é a lei.
Tenho me sentido como um fantasma, eu ando, na contra mão, esperando pela colisão, pelo ponto final, o convite para a escuridão.
Quando a hora chegar, e as sete chaves falharem, quando esta bomba explodir dentro de mim, aceitarei meu destino, de peito aberto, vou abraçar a escuridão, e partir com a solidão, para os campos floridos da morte, doce ingratidão. Vivi, e foi em vão.
Estas palavras sem nexo, exemplificam o caos, o caos instaurado dentro de mim, guerra entre luz e escuridão, cérebro e coração, mas infelizmente, nesta batalha... Quem está perdendo sou eu. E no final, serei apenas um fantasma, se é que algo serei.
Aceito o destino já escrito, dor e sofrer. Aceito está ferida aberta em meu peito, suas palavras ainda doem, como os cortes em meus braços, o gosto de sangue fresco em minha boca. O sabor da culpa que me fere, o ódio que me cega, a morte que me persegue... E, nada mais sou.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Duelo de egos
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