É tão ruim está sensação, fazia tanto tempo que não sabia o que era isso, faziam tanto tempo que eu já não sabia o que é estar sozinho, e muito menos este súbito desejo pela morte. Sem exagero. Como isso dói.
O que é isso que foi me matando aos poucos, arrancando um pedaço de mim a cada dia, e hoje? Quase nada restou, o castelo tão forte que eu tinha, ruiu e veio ao chão, todo de uma vez, e o pior é que já não sei como reergue-lo. Este é o mal de confiar sua vida nas mãos de outra pessoa. Por que pessoas erram, são como pássaros, que crescem, mudam, voam, e vão para longe. Não temos controle sobre isso, e depois acabamos sofrendo, e que dor terrível é está, este corte que não sangra, mas também não cicatriza, não se cura, lateja e dói cada vez mais.
Pudera eu amar por nós dois, dez vezes mais eu te amaria, se eu pudesse mudar nosso passado, tudo que errei eu apagaria, mas nem todos os erros foram meus. Eu estou perdido em mais uma noite sem sono, parece que estou em uma noite sem fim. Um pesadelo acordado. Não sei se posso continuar.
Não é covardia, talvez seja um pouco de medo, medo do amanhã, e a culpa é minha, por esquecer como é viver sem ter você. Como eu pude acreditar que seria pra sempre? Que triste que estou, mas a quem isso importa? As tristezas e alegrias pertencem a cada um de nós, não há o que fazer. Me entregar e morrer, de uma vez ou aos poucos, já não sei mais.
Aguentar o quanto puder, e quando já não puder mais vou desistir, não é fraqueza, tão pouco covardia. É coragem de assumir que estou perdido, e já não sei o que fazer, nem como agir, sozinho, eu só penso em partir.
domingo, 11 de setembro de 2016
Só penso em partir
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